Petistas tentam impedir ampliação do Bolsa Família

5 março, 2010

Para o PSDB, governo quer dificultar o crescimento social do jovem brasileiro

Bolsa EscolaInconformado com a iniciativa do PSDB e atordoado com a derrota, o governo do PT quer evitar o aperfeiçoamento do programa Bolsa Família, criado na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso.

A manobra petista, com o conhecimento e a aprovação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi praticada pela líder petista no Senado, Ideli Salvatti, e tenta impedir a ampliação do benefício, com o objetivo de fechar uma nova porta de crescimento social para a juventude.

Na semana passada, a Comissão de Educação do Senado aprovou o projeto de autoria do senador Tasso Jereissati (CE) para criar um adicional às famílias cujos jovens tiverem bom rendimento escolar. O projeto, que atende à necessidade de melhorar a qualidade educacional dos brasileiros, corre o risco de ser sepultado pela iniciativa do governo petista.

Por ter sido aprovado em caráter terminativo na Comissão, o projeto deveria seguir para a Câmara dos Deputados, onde seria analisado, mas a base governista, com a velha estratégia de desafiar a democracia, vai tentar impedir que a matéria siga seu caminho normal.

Líder do governo no Congresso, Salvatti (PT-SC), recolheu assinaturas para apresentar um recurso pedindo o retorno do projeto ao Plenário do Senado e assim concretizar a manobra.

INDIGNAÇÃO SOCIAL

Quanto mais o governo tenta dificultar a votação da proposta, mais aumenta a indignação dos beneficiários, pois é um projeto que valoriza o crescimento do cidadão, lamenta a senadora Marisa Serrano (MS), vice-presidente nacional do PSDB e relatora da proposta na Comissão de Educação.

Não é só dar dinheiro para as famílias, é incentivar para que as crianças tenham mais vontade, mais interesse e aprendam mais. A idéia é resgatar o sentido do Bolsa Escola, acrescenta a senadora.

Para o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida, a estratégia petista não é novidade. A ideia do PT é tutelar o cidadão, é pasteurizar tudo. O projeto do Tasso oferece incentivo para os cidadãos que querem progredir, que querem aprender a competir de forma saudável, destaca o líder.

Como prova da preocupação dos deputados do PSDB com o aperfeiçoamento do Bolsa Família, João Almeida vai solicitar à mesa diretora da Câmara que o projeto tramite em regime de urgência assim que chegar àquela Casa e torná-lo lei ainda este ano.

IDEIA ORIGINAL

O projeto de Tasso Jereissati, além de ser promissor, joga luz sobre as mentiras e manipulações dos petistas, que tentam passar como criadores originais do Bolsa Família.

Eles roubaram a autoria do Bolsa Família. E agora não admitem que outro partido tenha iniciativas para continuar aperfeiçoando esses benefícios sociais. Esquecem que projeto original deles foi o fracassado Fome Zero, critica João Almeida.

Anunciado em 2003, o Fome Zero protagonizou um dos maiores desastres da gestão petista. Após várias trapalhadas, até  outubro de 2003, a ação desembolsou apenas 11,5% (R$ 201 milhões) da sua dotação orçamentária de R$ 1,73 bilhão.

Com a intenção de mentir e enganar eleitoralmente a sociedade, o governo petista não esclarece que o atual Bolsa Família é resultado da concentração de cinco programas da Rede de Proteção Social criada pelo PSDB, então formada pelo Bolsa-Alimentação, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), o Bolsa-Escola, que atendia crianças de 6 a 15 anos em famílias com até meio salário mínimo per capita, o Auxílio-Gás e o Brasil Jovem.

Fonte: Agência tucana

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Sem medo do passado

20 fevereiro, 2010

Fernando Henrique Cardoso

FHC: "Serra inspira confiança e tem liderança, já demonstrada no Ministério da Saúde, na Prefeitura de São Paulo e no governo do Estado."

O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas estão o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse: “O Estado sou eu.” Lula dirá: “O Brasil sou eu!” Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo o que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora, os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da Lei de Responsabilidade Fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobrás, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões, e junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado. Esqueceu-se dos investimentos do Programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao País. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no País.

Esqueceu-se de que o País pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo o que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobrás, citado por Adriano Pires no Brasil Econômico de 13/1: “Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobrás produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela.”

O outro alvo da distorção petista se refere à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002 houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram num município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outros 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando numa só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel para a realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa Toda Criança na Escola trouxe para o ensino fundamental quase 100% das crianças de 7 a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996 eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República

Fonte: Estadão.com

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PT: Grandes lançamentos, pequenos resultados

13 setembro, 2009

Leia matéria especial sobre mega programas sem avanços

O presidente da República ainda não decidiu o que vai fazer quando mudar dos Palácios do Planalto e Alvorada. Recentemente, brincou que poderia pedir uma bolsa de estudos ao ProUni, programa para universitários de baixa renda.

Outra alternativa que ele poderia pensar seria como diretor de algum centro de lançamentos aeroespaciais. Em sete anos, Lula transformou o Planalto num novo Cabo Canaveral. Ou melhor, na base de Alcântara (MA), onde se empilham os destroços de programas de governo, anunciados com estrondo, mas que acabam se revelando chabus.

Basta verificar como andam os Programas de Aceleração do Crescimento (PAC), Minha Casa, Minha Vida, Primeiro Emprego (substituído, apressadamente, pelo ProJovem e pelo Praça da Juventude) e, entre outros, o extinto Fome Zero.

PRIMEIRO FRACASSO

PT = Vergonha zeroO Fome Zero, um ambicioso plano de combate à fome, já em janeiro de 2002 mobilizou a sociedade brasileira. Só que em vez de tomar como base os programas sociais existentes, o “governo dos trabalhadores” decidiu “descobrir o Brasil”.

O resultado foi uma série de trapalhadas. No governo Fernando Henrique Cardoso os beneficiários do bolsa-escola e do bolsa-alimentação recebiam o dinheiro por meio de cartões magnéticos e podiam usar o dinheiro como achassem necessário.

Já o Fome Zero surgiu com a necessidade de apresentação de notas fiscais que comprovassem a compra de alimentos para o recebimento do benefício. Essa exigência mostrava – de forma surpreendente num “governo dos trabalhadores” – um ranço das oligarquias brasileiras: o preconceito de que os pobres, ao ganharem algum dinheiro, compram cachaça em vez de comida.

Em fevereiro de 2003, ficou claro que a base de lançamentos não dispunha de  rastreamento para acompanhar o Fome Zero. Em março, o governo admitiu que não tinha condições para receber doações e armazenar os alimentos doados pela população.

A Organização das Cooperativas Brasileiras, por exemplo, havia doado 24 milhões de quilos de alimentos mas não sabia a quem entregar. As empresas de telefonia  tinham criado uma central telefônica para receber doações e sugestões mas ela só seria instalada  em abril.

As trapalhadas acabaram em briga. Irritado com a informação de que o Fome Zero não tinha contas bancárias abertas, José Graziano divulgou o número delas no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.

Frei Betto, um petista histórico e auxiliar de Lula à época, aumentou a confusão ao afirmar: Essas contas já existiam há muito tempo, mas eu não tinha autorização para revelá-las.

Numa tentativa de salvar o Fome Zero, o PT aprovou uma intervenção branca no Ministério da Segurança Alimentar e criou uma Secretaria Especial de Acompanhamento do Fome Zero.

Começava também o “aparelhamento“. Em Alagoas, o deputado Givaldo Carimbão, lançado candidato a prefeito de Maceió, indicou a filha, Flávia de Sá Gouveia para coordenar o programa no Estado.

No Piauí, os “companheiros” perderam logo a compostura: a Coordenadora do Fome Zero no Estado, Rosângela Souza, também era secretária de Formação do PT. Em Guaribas, ela exercia duas funções: usava o Fome Zero para promover filiação entre os beneficiários do programa. A outra boquinha: no governo estadual, era secretária de Ação Social do governador Wellington Dias.

Além do aparelhamento, havia o desperdício. Consultores começaram a ser contratados por R$ 10 mil mensais – mais do que ganhava o “companheiro-presidente“, só para cuidar da programação visual do programa, e R$ 1 milhão já havia sido gastos com passagens e diárias.

As incompetências do Fome Zero acenderam, em novembro, sinal amarelo. O programa havia gasto, até 31 de outubro, apenas 11,5% (R$ 201 milhões) da sua dotação orçamentária de R$ 1,73 bilhão.

Os destroços do Fome Zero desabaram sobre a cabeça do ministro José Graziano no início de 2004: ele foi demitido. Os Ministérios da Segurança Alimentar e da Assistência Social foram extintos e criado o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

PRIMEIRO EMPREGO

Anunciado em março de 2003, o Programa Primeiro Emprego quis garantir aos jovens entre 16 e 24 anos a oportunidade de um trabalho formal. Era centrado no pagamento de subsídios às empresas que contratassem esses moços.

Os resultados se mostraram pífios: nos primeiros sete meses foram abertas irrisórias 707 vagas. Diante disso, em maio de 2004, o Ministério do Trabalho promoveu mudanças no Primeiro Emprego. A subvenção saiu e entrou em cena a qualificação profissional.

Foi aí que o Ministério começou a manipular estatísticas para inflar os resultados. Para tanto, passou a contabilizar nos índices do Primeiro Emprego outros programas, como os promovidos pelo Sistema S (Senai, Sesc e Senac).

Mesmo com essa manipulação, o total de jovens que entrou no mercado de trabalho só chegou a 131,5 mil.

O programa foi extinto em setembro de 2007, mas gastou R$ 10 milhões em gestão para, em 4 anos e meio, criar 9 mil vagas. No mesmo período torrou   R$ 4,7 milhões em publicidade.

Nos escombros do Primeiro Emprego, entrou o Programa Integrado da Juventude (ProJovem). Junto surgiu a Secretaria Nacional da Juventude e essa “boquinha” foi logo tomada de assalto por um “jovem” de 43 anos, Beto Cury, que se apresentava como metalúrgico e sindicalista.

A Secretaria nasceu com um orçamento de R$ 311 milhões a serem aplicados no programa de qualificação profissional e diplomação no ensino fundamental.

O site “Primeira Leitura” informava, nesse mesmo dia, que o ProJovem, lançado como se fosse “uma inovação na área social”, era na verdade ” uma cópia piorada do projeto Ação Jovem, do governo paulista de Geraldo Alckmin (PSDB)”.

O ProJovem seria relançado, pela segunda vez em setembro de 2007. Nenhum problema. O presidente adora inaugurar obras pela segunda ou terceira vez. Desta vez, as verbas eram gordas: R$ 5,4 bilhões.

No entanto, os resultados continuavam magros.  Na cidade do Rio, depois de dois anos de funcionamento, o ProJovem havia entregue o diploma de ensino fundamental, em outubro de 2007, a somente 2.776 estudantes num universo de 298 mil matriculados. A taxa de evasão dos cursos chegava a assombrosos 43%.

Quando o ProJovem fracassou, o “governo dos trabalhadores” inventou o Praça da Juventude, conduzido pelo Ministério do Esporte. A idéia era construir minicomplexos esportivos em áreas metropolitanas dominadas pela violência. Cada unidade da Praça da Juventude custaria R$ 1,5 milhão e contaria com ginásio poliesportivo, rampa de skate e pista para caminhadas num espaço de 8 mil metros quadrados.

Não houve mais notícias desse programa.

PAC

PAC Empacado

PAC Empacado

No PAC, apresentado em janeiro de 2007, numa cerimônia para 130 prefeitos, Lula garantiu: Não quero que seja mais um daqueles programas que o governante vai à TV e anuncia, anuncia, anuncia e anuncia, e termina o mandato e vocês não vêem.

O mesmo PAC serviria também, para lançar a candidatura da então desconhecida ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ambicioso, previa investimentos públicos e privados de R$ 500 bilhões até 2010, valor que foi inflado mais tarde com a Petrobrás que investiria mais R$ 120 bilhões.

Três anos depois, a revista Veja, apenas para citar um veículo de comunicação, mostrou os primeiros destroços: em dois anos, o governo desembolsou apenas R$ 22,5 bilhões, 3.5% do total de investimentos que já haviam passado para R$ 646 bilhões, no papel.

A revista constatou que as obras estavam seguindo num ritmo menor do que trombeteava a propaganda oficial. Tentando rebater a imprensa, Dilma jurou que 77% das ações estavam em “ritmo adequado”. Era muito entusiasmo da “companheira“, já que vários projetos nem tinham sido licitados. Veja informava que os 41 maiores projetos do PAC mostravam um clima não muito animador.

SUPERFATURAMENTO

Nem precisa falar nada.Como se não bastasse a lentidão, o PAC enfrenta outro problema: o forte encarecimento do custo das obras. Há casos em que os valores subiram 100%, como foi o caso do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, da Petrobrás, campeã na revisão de contratos.

Outro exemplo: o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou um superfaturamento de 1.490% no pagamento de verba indenizatória nas obras de terraplanagem no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Para citar apenas dois exemplos e deixar de fora a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, onde o custo previsto passou de US$ 3 bi para US$ 12 bi.

A Infraero é outra campeã de atrasos: pelo menos 16 obras – algumas delas em cidades que serão sede da Copa do Mundo, em 2014, estão com problemas. A estatal previa investir R$ 2,8 bilhões nesses projetos até 2010. Só executou, até julho, R$ 814 milhões.

HERANÇA MALDITA

O PAC pode ainda deixar, agora sim, uma “herança maldita“. O professor da Coppead/UFRJ e diretor do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), Paulo Fleury, adverte que o “companheiro” Lula pode deixar uma pendência de R$ 115 bilhões não gastos no setor de logística para seu sucessor.

Segundo ele, até agosto, só 10% dos recursos previstos no PAC foram efetivamente desembolsados. Se nada for feito, e não deverá ser, para dar mais rapidez ao PAC, o programa terminará com apenas 12,7% dos recursos gastos. Dos 37 projetos de logística levantados pelo professor, 32% tiveram seu cronograma prorrogado e só 14% foram concluídos.

“MINHA CASA” A CAMINHO DO FRACASSO

Minha casa, minha "Dilma"Em março de 2009, o comando da base fez outro lançamento estrondoso.

Numa cerimônia retumbante, lançou o Programa Minha Casa, Minha Vida, que previa a construção de 1 milhão de habitações, a um custo de R$ 47 bilhões, sendo R$ 28 bilhões somente em subsídios e benefícios para pessoas de baixa renda e R$ 19 bilhões em financiamentos.

Só que desta vez o presidente impetrou um habeas corpus preventivo: “Não tem data. Portanto, ninguém me cobre que nós vamos fazer 1 milhão de casas em dois anos.”

E, escaldado pelos destroços do PAC, acrescentou: Nós precisamos evitar que os papéis fiquem correndo de mesa em mesa 60, 90, 100 dias porque o dinheiro vai ficar com cheiro de mofo.

O secretário da Habitação do Estado de São Paulo, Lair Krähenbühl, elogia o projeto, mas faz questão de ressaltar que ele está baseado nos mesmos princípios do programa estadual para o setor. Segundo ele, entre as semelhanças está o registro da casa no nome das mulheres. Uma lei que vigora no Estado de S. Paulo desde o governo Mário Covas (1995/2001).

Passados cinco meses do lançamento do “Minha Casa”, o governo só conseguiu iniciar as obras de 36.633 mil casas – 3,7% do 1 milhão de imóveis prometidos, segundo balanço divulgado pela Caixa Econômica Federal.

A “descoberta da América” anunciada por Lula e a companheira-ministra-chefe da Casa Civil – a entrega da escritura da casa em nome da mulher – mostra-se outro chabu. Nos contratos de financiamento de 9.140 unidades assinados até agosto, apenas 36% dos detentores da escritura são mulheres.

Na segunda-feira, dia 31.09.2009, o Presidente da República, acompanhado da Ministra Dilma Rousseff, lançou, para três mil convidados, o programa Pré-Sal. Que prevê um novo marco regulatório para o setor de petróleo no Brasil.

É o novo momento da independência do nosso País, previu Lula.

Fonte: Agência tucana

Equipe Olho Jandirense - Cidadania se faz com informação


Deputado Caramez e prefeito Braz Paschoalin participam de formatura em Jandira

24 julho, 2009
Caramez, Braz e Mara Paschoalin

Caramez, Braz e Mara Paschoalin

O deputado estadual João Caramez e o prefeito de Jandira, Braz Paschoalin, participaram terça-feira, dia 21/07, da formatura de 160 alunos dos cursos de qualificação do Plano Setorial de Qualificação e Inserção Profissional (Planseq). A cerimônia de entrega dos certificados de conclusão dos cursos aconteceu no Teatro Municipal de Jandira e reuniu autoridades do município e familiares dos formandos.

Estes cursos representam um grande incentivo para estas famílias e uma oportunidade de inserção no mercado de trabalho, afirmou Caramez que cumprimentou os formandos pelo esforço e dedicação.

Jandira é o primeiro município do país a formar classes do Planseq Bolsa Família, programa desenvolvido em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Caramez entrega diploma para formanda em Jandira

Caramez entrega diploma para formanda em Jandira

Realizada pela Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes (ABPA), a qualificação profissional é voltada para os beneficiários do Bolsa Família. Para esta primeira turma de Jandira foram oferecidos cursos gratuitos de encanador, eletricista, mestre de obras e almoxarife.

É importante se preocupar com as pessoas e a nossa secretaria de Ação Social fez um trabalho fantástico. Parabéns a todos, destacou o prefeito.

A presidente do Fundo Social de Solidariedade de Jandira, Mara Paschoalin, a vice-prefeita e secretária Municipal de Saúde, Anabel Sabatine, a assessora do Ministério de Desenvolvimento Social, Brenda da Silva, a coordenadora do Planseq, Anete Fidelis, e o presidente da ABPA, Marcelo Kós Silveira Campos, também participaram do evento.

Equipe Olho Jandirense

Fonte: Assessoria de Imprensa Dep. Est. João Caramez


Recadastramento do Bolsa Família em Jandira

27 junho, 2009

Recadastramento do Bolsa FamíliaO Núcleo de Integração Cidadã do Jd. Gabriela – NIC Gabriela III – órgão da Secretaria de Ação Social e Cidadania da Prefeitura de Jandira chama os beneficiários do Programa Bolsa Família para realizarem o recadastramento conforme indicado no comprovante de pagamento do benefício com a seguinte mensagem: A data de revisão de seu benefício está se aproximando, procure a prefeitura de seu município para realizar o recadastramento. 

Procure o NIC ou CRAS de sua região, onde será feito a reavaliação, para que possa fazer o recadastramento do benefício levando as seguintes cópias dos documentos (de todos os menbros da residência):

Cópias de documentos dos adultos da residência: RG, CPF, Certidão de Casamento ou Nascimento, Carteira de Trabalho (folha da foto frente e verso, último registro ou se não tiver cópias das páginas 12 e 13), Título de Eleitor, Comprovante de Renda (holerite se for registrado ou se for informal uma declaração de própio punho com o valor e fonte da renda mensal), Comprovante de Endereço, Cartão Bolsa Família.

Cópias de documentos das crianças da residência: Certidão de Nascimento e RG (Se tiver), Declaração de matrícula escolar e Carteira de vacinação para menores de 7 (Sete) anos.

Importante: Levar cópias de documentos de TODOS que moram na mesma residência (avô, avó, sogra, entiado etc.)

Cursos e aulas oferecidas pelo NIC Gabriela III e rede de CRAS

Cursos NIC Gabriela

Segunda-Feira: Desenho e Ginástica

Terça-Feira: Crochê, Panificação Artesanal, Corte e Costura

Quarta-Feira: Tai-Chi-Chuan, Kung-Fu, Dança de Salão, Pintura em Tecido, Bordado, Corte e Costura, Panificação Artesanal

Quinta-Feira: Manicure, Corte e Costura

Sexta-Feira: Balé, Violão, Corte e Costura

Obs.: Para realizar as aulas de Ginástica, Tai-Chi-Chuan, Kung-Fu e Dança de Salão é necessário Atestado Médico para praticar atividades fisícas (Cursos oferecidos também nos CRAS)

O NIC do Jardim Gabriela III está localizado na Rua Clélia Augusta esquina com a Rua Maria José bem em frente a Academia OXY próximo ao Posto Bremen. Telefone 4707-8165

Equipe Olho Jandirense


Jandira é a primeira cidade do País a montar turma do Planseq Bolsa Família

29 abril, 2009

O Planseq (Plano Setorial de Qualificação e Inserção Profissional) inicia suas turmas, voltadas ao Bolsa Família, em Jandira no próximo dia 7/05. Com isso, a cidade será a primeira, no Brasil, a formar classes do programa, desenvolvido em parceria com o governo federal e que oferece cursos gratuitos de qualificação profissional voltados aos beneficiários do Bolsa Família.

As primeiras turmas serão qualificadas na área de construção civil. Jandira larga na frente porque foi a primeira do Brasil a conseguir o maior número de inscritos para realização dos cursos. Desde o dia 4 de fevereiro, a secretaria de Cidadania e Ação Social faz a busca de interessados e, com isso, o município ganhou 158 vagas, 38 para o curso de encanador/eletricista e 120 para mestre-de-obras/almoxarife. Ainda restam as últimas vagas.

Para participar do programa a pessoa tem que ser membro de família beneficiária do Bolsa Família, ter idade acima de 18 anos e possuir pelo menos a 4ª série do Ensino Fundamental completa.

A qualificação será realizada pela da ABPA (Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes). As aulas terão duração de 200 horas/aula divididas em duas etapas: 80 horas de aulas teóricas e 120 horas de prática. As aulas teóricas serão ministradas na escola municipal Cidade de Kameoka. Já a parte prática será realizada em departamentos da prefeitura, como a Casa da Cultura, fechada para reformas.

Post: Jaciel Dias

Fonte: Diário da Região


Bolsa-Gatuno: Gato recebe bolsa-família e quem paga a conta é você!

24 janeiro, 2009

A pouca vergonha aconteceu no Mato Grosso do Sul e colabora ainda mais para estragar a imagem do programa, já bastante abalada. Agora é BOLSA GATUNO

Agora é BOLSA GATUNO

Billy, um gato com quatro anos de idade, foi cadastrado no Bolsa-Família como Billy da Silva Rosa, e recebeu durante sete meses o benefício do governo, R$ 20,00 por mês. A pouca vergonha só foi descoberta quando o agente de saúde, Almiro dos Reis Pereira, foi até a casa do bichano convoca-lo para a pesagem obrigatória no Posto de Saúde  e a dona da casa disse ao agente: mas o Billy é meu gato.

Ela não sabia que o marido, Eurico Siqueira da Rosa, coordenador do programa no município de Antônio João, a 377 quilômetros de Campo Grande (MS), recebia o benefício do felino e de mais dois ‘filhos’ que sequer existem, mas recebiam mensalmente R$ 62,00 cada, desde o início de 2008 quando Eurico assumiu o cargo.

O golpe foi identificado em setembro último, quando os três beneficiários estavam sendo convocados através da emissora de rádio da cidade, para comparecerem ao Posto de Saúde. Eurico ouviu o apelo e tentou consertar a fraude, retirou o Billy do cadastro e colocou o sobrinho Brendo Flores da Silva. Foi descoberto, exonerado no início desta semana a bem do serviço público, e está sendo acusado pelo Ministério Público Estadual.

O promotor de Justiça, Douglas Oldegardo Cavalheiro, disse que o servidor terá que devolver o que recebeu ilegalmente e está sendo denunciado ao Poder Judiciário, na condição de golpista. Nesta sexta-feira (23/01/09), a secretária municipal de Assistência Social, Neusa Garrilho, disse que a partir do próximo mês, será realizado recadastramento para verificar se existem novas fraudes.

Antônio João possui 1.184 beneficiários do Bolsa-Família, e é um dos município mais pobre do MS.

Equipe Olho Jandirense

Fonte: O Estado de SP